Comendo por aí

Bar da praia

Abril 29, 2008 · 1 Comentário

No domingo o almoço foi em um lugar curioso, do qual eu já tinha ouvido falar diversas vezes e nunca tinha tido a oportunidade de conferir. Como estávamos por perto (uns 30 Km), fui lá conhecer.

O Bar da Praia é bem isso que o nome sugere: um bar de praia. Cheio de árvores, mesas rústicas forradas com toalhas coloridas, uma grande área ao ar livre, teto de sapé, reggae tocando, cardápio de frutos do mar… o único detalhe é que fica a pelo menos uns 200 Km da praia mais próxima!

Os pratos são imensos, para ser divididos tranquilamente por duas (e algumas vezes até três) pessoas.

Provei o camarão a paulista, por recomendação do partner, que já conhecia o lugar. São (vários) camarões médios fritos, com muito alho e muita salsinha. Acompanha arroz e pirão. Adoro camarão, adoro alho, então não tinha erro.

E não teve mesmo. Estava muito saboroso, bem temperado. Os camarões estavam no ponto certo (eu acho mais difícil acertar um prato simples destes do que esconder um ponto errado no meio de uma montanha de molho), e o pirão estava gostoso, embora com pouco sal. O arroz… é arroz, né gente?

 

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Hipocampo

Abril 29, 2008 · Não Há Comentários

No final de semana, tive um casamento no interior de São Paulo, e eu precisava comer por lá…

Na sexta-feira, saí do trabalho e fui para Amparo, que é a cidade onde aconteceria o casamento. Cheguei faminta no hotel - e fui salva pela gentileza da tia da cozinha, que me deu uns risoles de presunto e queijo que estavam uma delícia.

Quando chegaram os amigos, fomos para o bar “mais badalado da cidade”, segundo nos foi informado.

O lugar é realmente diferente, pelo menos para seres urbanos como eu.

Fica no meio de uma hípica. É uma construção sem paredes, de alvenaria, ampla e, logicamente, super ventilada (sexta feira isso queria dizer congelante, pelo menos quando chegamos). Para chegar lá, você precisa pegar uma estradinha de terra, estacionar no meio da grama (já dentro da hípica e, pasmen urbanos, de graça) e andar um trechinho, maior ou menor dependendo do horário em que você chegar, por um caminho de terra, desviando dos restos deixados pelos cavalos (sim).

Tem uma música ao vivo, e o ambiente é super animado. Tanto que depois de alguns minutos o frio já tinha desaparecido.

Os grandes destaques do cardápio são o sashimi e o carpaccio de tilápia, mas estes itens não estão disponíveis todos os dias. Desnecessário dizer que no dia que fui eles não estavam disponíveis.

Fomos então de pizza marguerita. As opções de sabores eram inúmeras, mas decidimos não arriscar… e nos demos muito bem. Dividimos duas pizzas (que eram de tamanho menor que o normal) em sete pessoas, e foi mais que suficiente. A massa era fininha, e o recheio bem farto. Vinham rodelas de tomate, muito queijo e manjericão fresquinho. Delícia, mesmo.

Para acompanhar, fui de caipirinha de limão cravo, gengibre e hortelã. Bah. Deveria ter ficado na cerveja (é o que farei da próxima vez).

Nos divertimos bastante, demos bastante risada, dançamos - a bandinha dava para o gasto.

Se você estiver pela região, de fato é um bom programa.

Onde fica

Xi…. vamos lá: saindo do centro de Amparo em direção a Monte Alegre / Serra Negra, passa-se por uma ponte. Entre na primeira à direita (tem uma placa indicando DER) e siga pela estradinha, que começa asfaltada e depois vira estrada de terra.

www.hipocampo.com.br

Não encontrei telefone nem horário de funcionamento. Mas é só perguntar na cidade que o povo sabe.

Cuidado, eles não aceitam nenhum tipo de cartão.

Quanto gastei - eu e marido gastamos 35 reais: as duas entradas, uma pizza e uma caipirinha (ele bebeu o uísque do noivo…)

 

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Deli Paris

Abril 25, 2008 · Não Há Comentários

Na quarta-feira, tive um compromisso na Vila Madalena, e cheguei bastante adiantada (para escapar do trânsito, às vezes a gente chega com horas de antecedência no lugar, né?). Nem liguei em ter que esperar a hora marcada: fui correndo para a Deli Paris.

O lugar é um charme. Não é pequeno, mas tem cara de. Piso de cimento queimado, mesinhas de madeira - algumas na calçada -, paredes coloridas, e aquelas vitrines de tentações doces e salgadas.

Eu não tinha almoçado e eram umas cinco da tarde, então pedi uma quiche de espinafre - é quiche como se deve. Massa fininha e salgadinha, e recheio de massa de ovos, bem pronunciada, com bastante queijo - aqui e ali se percebem uns pedacinhos. Muito espinafre em folhas rasgadas, grandes, saborosas. Delícia, eu acho que a quiche deles empata com a do La Tartine no posto de melhor quiche de São Paulo.

A título de sobremesa pedi um cappuccino (fui uma mocinha controlada, porque a vitrine de doces deles é das melhores). Delícia, também. Café forte, chocolate aparecendo de leve, e um tantão de espuma de leite, bem cremosa, cobrindo tudo.

Na saída, fiquei de olho comprido para a tarte Tatin - a melhor que já comi na vida, maçãs inteiras sobre uma massinha muito fina e delicada - mas resisti à tentação de levar uma para casa.

Recomendo com todas as minhas forças.   

Onde fica:

Rua Harmonia, 484

Vila Madalena - São Paulo - SP

Tel. 3816.5911

www.deliparis.com.br

ps. cuidado, porque antes eles só aceitavam dinheiro e cheque. Quarta-feira aceitaram visa electron, mas não sei como é em relação a outros cartões.

Quanto gastei - 12 reais.

 

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Doces Momentos

Abril 25, 2008 · Não Há Comentários

No final da tarde deste mesmo dia que almocei em Cumbica, bateu aquela fominha.

Estava em Campo Grande - MS. Entrei em uma loja chamada Doces Momentos. Como o nome sugere, é uma doceria - café. Uma graça de lugar. Decoração super moderna, espelhos nas paredes, piso de madeira, cadeiras confortáveis. Uma vitrine de doces simplesmente tentadora.

Pedi uma esfiha e um cappuccino.

Quando chegaram, eu já estava toda animada. A esfiha tinha uma aparência ótima. Dei a primeira mordida, veio uma massa fofinha e saborosa. Dei a segunda mordida, chegou o recheio, com um delicioso sabor de… sal. Mas não era assim, sal. Era SAL. Anotou bem? S-A-L. Mais duas mordidas, e a boca até inchou, só sal, puro sal. Não deu para terminar.

Óquei, acontece, pensei. Virei para o cappuccino. Hohoho… a lei das compensações, neam? Era puro açúcar. Assim, AÇÚCAR. Doce, doce, doce. Insuportavelmente doce. Também larguei no segundo gole. Fiquei com aquele gosto de açúcar na boca, e entendi o nome da loja…rsrsrsrsrs…

É claro que passei reto pela vitrine de doces (já tinha ingerido todo o açúcar recomendado para um mês) e fui embora rapidinho.

Onde fica

Rua Abrão Julio Rahe, 795

Campo Grande - MS

Tel. 67. 3325.0038

www.docesmomentos.com.br

Quanto gastei - uns 5 reais.

 

 

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Terra Azul

Abril 25, 2008 · Não Há Comentários

Quem frequenta o aeroporto de Cumbica sabe da dificuldade que é comer por lá. É tudo muito ruim e muito caro. Normalmente, resta o Mc Donald’s, que é ruim, mas pelo menos não esfola a gente. Mas eles são super atrapalhados e não teve uma vez na vida que eu não saí de lá com raiva por causa da demora. Tem a Baked Potato, também, que eu tenho a impressão que é um pouco mais cara lá do que nas lojas de shopping, mas é onde eu sempre acabo indo.

Essa semana eu tive que pegar um vôo na hora do almoço. Cheguei lá esfomeada, e vi que o vôo - surpresa - estava atrasado, portanto, daria tempo para comer algo.

Desci para o piso térreo, à procura da Baked Potato (eu sempre me perco naquele aeroporto dos infernos). Sem querer, acabei achando o restaurante Terra Azul - que fica completamente muqueado, em um cantinho MESMO.

Duas surpresas: encontrei comida de verdade, um buffet por quilo, e, mais espantoso, a um preço para lá de honesto.

É claro que fui correndo me servir. Eu prefiro, sempre, comida a um sanduíche na hora do almoço, no meio da semana.

É um quilo normal. Tem algumas opções de salada (dentre as quais tinha grão de bico, que eu simplesmente adoro), legumes e folhas variados, duas opções de carne, um frango assado, e os acompanhamentos: arroz, feijão, polenta frita, legumes com molho. Aquele esquema de quilo básico. Tem umas sobremesas, e também uma geladeira de sorvetes Nestlé e outra de Kibon.

Na verdade, não tem grandes atrativos, mas acaba sendo uma boa opção para comer comida em Cumbica e sem ser praticamente assaltado.

Onde fica:

Aeroporto de cumbica

Piso térreo do terminal 1, à esquerda da sala de desembarque doméstico. Fica no corredor de uma loja de conveniência chamada Aero (…).

Não achei o telefone nem horário de funcionamento.

Quanto gastei - o quilo custa 22,90 reais. Tem desconto para funcionários do aeroporto.

 

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Durigutti - vinho

Abril 24, 2008 · Não Há Comentários

Ontem abrimos um Durigutti Malbec 2005. Argentino, como se pode imaginar.

Achei bem gostoso. Cheio de sabores de diversas coisas, e foi bem tanto sozinho, enquanto conversávamos um pouquinho (sem petiscos, sem nada, sozinho mesmo, e ainda assim, um vinho bem gostoso), como acompanhando um penne a putanesca (um molho forte, com anchovas e azeitonas).

Bem gostoso, mesmo.

 

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Le Vin

Abril 24, 2008 · Não Há Comentários

Queria ir jantar no Carlota no domingo, em comemoração ao meu aniversário. Mas estava fechado (como uns 70% dos restaurantes de São Paulo, fiquei sabendo após exaustiva pesquisa).

Então, fui ao Le Vin Bistrô, dos Jardins.

O lugar é um charme. Pequeno, cheio de gente falando (e fumando, não se pode ter tudo), tem bem o clima de um bistro em Paris.

O cardápio, uma tentação. É daqueles lugares que a gente fica em dúvida entre uns oito pratos, sabe? E depois fica pegando provinha do prato do amigo…

Feitos os pedidos, abrimos um vinho e atacamos o couvert. Delícia. Pão fofinho e quentinho, reposto cada vez que esfriava, manteiga e patê de foie. Simples assim, e muito gostoso. Aliás, é bem esta a idéia do lugar: simples e gostoso.

Quando chegaram os pratos, todo mundo se arrependeu de ter comido tanto pão… rsrsrsrs… além de extremamente bons, eram enormes!

Eu pedi um polvo à provençal com salada e batatas fritas. O polvo estava absolutamente macio, eram tentáculos grossinhos, e o molho estava no ponto - bastante alho, mas sem o alho tomar conta de tudo. Salada de folhas variadas com aquele molhinho de ovo da salada niçoise, e batatas fritas beirando a perfeição (nada de batata pré frita congelada, era batata de verdade, palitos mais grossos e bem macia, com aquelacasquinha crocante). Muito bom.

Na mesma também foram pedidos:

- peixe do dia com molho de mostarda e batatas ao vapor - era um robalo alto e bem fresco, com um molho suave.

- risoto de camarão - eu provei e estava delícia.

- arroz de pato com azeitonas - também provei um pouquinho e estava bem saboroso, gosto marcante de pato, com bastante carne que estava bem macia. A dona do prato achou quer tinha excesso de bacon, no final. Ela pediria para tirarem um pouco do bacon na próxima vez.

Como era uma comemoração, ficamos lá até altas horas. Para passar o tempo, pedimos docinhos (o Le Vin patisserie, vizinho, faz mini-docinhos que são tudo nessavida). Tinha uma cardápio de sobremesas tentador (tinha um festival ou algo do gênero), com coisas do naipe “profiterole de macaron”, e lamentamos de novo termos comido tanto pão no couvert! Ficamos com a mini patisserie mesmo, e um café.

Uma delícia de lugar, agradável e com a comida muito boa. Se você for lá, resista à tentação e coma pouco pão no couvert.

Fica na alameda Tietê, 184

Jardins - São Paulo - SP

Tel. 3081.3924

http://www.levin.com.br/levin/

Quanto gastamos - couvert, pratos, duas garrafas de vinho, sobremesa, café e serviço - uns 115 reais por pessoa.

 

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O melhor bolo de chocolate do mundo

Abril 23, 2008 · Não Há Comentários

No sábado, finalmente fui provar o tal do “melhor bolo de chocolate do mundo”. Eu sei que TODO MUNDO já experimentou e só faltava eu mesmo, mas vou contar como foi mesmo assim.

O lugar é super pequenininho. Charmoso, piso de madeira, muita luz natural, mesinhas de madeira. Uma graça.

No cardápio: o tal do bolo, versão doce (53% de cacau) e amarga (70% de cacau). Ele é feito com um daquelas chocolates belgas superfamosos, que eu não lembro o nome. Uns sanduíches (simples, tipo pão com queijo), e bebidas: café (Suplicy), chá, cappuccino, água. Ou seja, não tem o que inventar.

Pedi um pedaço da versão amarga e o companheiro de aventura, um pedaço da doce.

Na verdade, não se trata de um bolo. É uma torta. Camadas alternadas de uma massa que parece um merengue de chocolate (mas que não é doce como um merengue, de jeito nenhum) e de ganache de chocolate, começando com o merengue e terminando com o ganache.

É gostoso, é bem gostoso. Mas eu achei que no final é um pouco enjoativo, mesmo tendo acompanhado com um café quase sem açúcar. É chocolate, puro, na veia, altas doses. Namorido discordou, achou que é bom e não é enjoativo. A opinião concordante foi que a versão chocolate doce é muito boa, mas a versão amarga é melhor.

Sendo bem sincera, eu gostei mesmo foi do café. Porque lá eles servem café Suplicy QUENTE, enquanto a Suplicy serve o próprio café FRIO, eles aquecem a água apenas a 90 graus. (Uma vez uma amiga foi perguntar “porque isso” e quase foi enxotada do lugar foi informada que “brasileiro não sabe tomar café”, mas isso é outra história). E o café deles é delicioso, ainda mais quente.

Acho que “o melhor bolo de chocolate do mundo”, além de um nome simplesmente genial (duvido que o sucesso seria o mesmo se o nome fosse mais modesto), é chocolate em estado puro. Naqueles dias que você precisa de uma dose de chocolate na veia, é lá o lugar. Nos outros dias, pode ser um pouco enjoativo. Afinal, não acredito que esteja lá nem o melhor bolo de chocolate da rua…

Se você decidir provar, vá durante a semana, vá cedo ou em horários “alternativos”. Porque fomos no sábado, no meio do feriado, dia de chuva, relativamente cedo (eram umas três da tarde) e estava bem cheio. Eu ainda não tinha provado justamente por causa da lotação habitual.

Endereço

Rua Oscar Freire, 125

Jardins

São Paulo - SP

Tel. 3061.2172

Funciona todos os dias, das 10 às 21 h.

quanto gastei - o bolo custa 7,50 e o café e a água, 3 reais cada um

 

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Canto Madalena

Abril 23, 2008 · Não Há Comentários

No sábado, dia preguiçoso, chuvinha… deu aquela vontade de comer uma feijoada.

Pegamos o carro em direção ao Salve Jorge, onde fica a feijoada preferida do casal. Mas, não sei porque, no meio do caminho decidimos ir ao Canto Madalena, lugar que tem uma feijoada igualmente deliciosa ficava no meio do caminho. Resolvemos parar por lá mesmo, porque fazia tempo que não íamos e decidimos variar…

O bar é bem bonito. Fica, como o nome bem sugere, em um cantinho, na borda da Vila Madalena, ainda longe do caos agito do bairro. Olhando de fora, parece uma varandinha totalmente arborizada. Quando você entra, tem uma cara de quintalzão super charmoso, com um lindo piso de ladrilho hidráulico, cheio de plantas, toalhas de mesa de chita, bem colorido, mesmo.

Já tínhamos provado a feijoada de lá, e a lembrança era de um prato saboroso, com aquele caldo cremoso, fumegando dentro de um pote.

Mas que. Pedimos a feijoada e ficamos babando, à espera. Quando chegou (o que foi rápido, e olha que a fome era grande), o que nos foi servido era uma feijoadinha rala, rala. Ao invés daquele caldo grosso e delicioso, o feijão ficava nadando em uma água sem graça nenhuma. Aliás, era pouco feijão! Como assim?!?!?! Quando fomos servir, tivemos que ficar caçando o feijão no meio do caldo ralo e das carnes. Tudo bem, feijoada tem que ser bem “recheada”, mas vir sem feijão? Fala sério! Ainda mais um feijão no caldo ralinho e muchiba? Isso não se faz.

Para completar, vinham duas costelinhas fritas, acompanhando. Adivinha? Frias, né.

A farofa, bem amarela, estava boa, e a couve (adoro a couve da feijoada), uma delícia.

Decidimos que da próxima vez nada vai nos desviar do nosso resoluto caminho em direção ao Salve Jorge. Porque essa, definitivamente, não convenceu.

(é por isso que aqui não vale post de memória, porque a feijoada deles, antes, era muito boa mesmo, caldo cremoso e talz. Imagina se eu falo aqui: “vai lá correndo”, você vai e encontra a feijuca-muchiba?)

Endereço

Rua Medeiros de Albuquerque, 471

Vila Madalena

São Paulo - SP

Tel. 3813.6814

Funciona de terça a quinta das 18 à 01h, sábado a partir das 12 h, domingo até 19 h e fecha segunda.

Quanto gastei - o total da conta foi uns 60 reais (uma feijoada para 02 e uns três chopes)

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À côté

Abril 22, 2008 · Não Há Comentários

Na sexta-feira, estava a fim de um lugarzinho nov, diferente, e o escolhido foi o À côté.

Tem este nome porque, cara-de-pau, pega carona na vizinhança do B&B…rsrsrsrsrs…

Em primeiro lugar, o que salta aos olhos é: o lugar é lindo! Muito bonito mesmo. Amplo (eles derrubaram o segundo andar da casa, mas mantiveram o pé direito), paredes de tijolos aparentes, um bar bem cuidado ao fundo, garçons vestindo uniformes bacanas, diferentões (eles usam uma espécie de pareô), muito vidro, mesas e cadeiras de bom gosto e superconfortáveis.

Nos acomodamos, pedimos as bebidas e chegou o couvert: dois pães (um de castanhas e outro de ervas, o primeiro delicioso e diferente, o segundo, fofinho, mas mais comum), manteiga, uma manteiga temperada (parecia damasco, era bastante doce e eu achei enjoada) e dois azeites - um de manjericão, que é delicioso, e outro parecia de ervas, normal. Vale notar que os pães não foram repostos - normalmente casas deste nível repõem o pão, mas isso não aconteceu.

Quando chegaram os pratos, uma surpresa: eles eram imensos (talvez por isso o pão do couvert não é reposto…rsrsrsrrs)!

Pedi uma “coxa de pato laqueada ao molho roisin com tarte tatin de batatas e champignon” (os nomes dos pratos são intermináveis): o pato estava saboroso e bem temperado, embora a carne estivesse um tantico durinha (na verdade menos macia do que eu esperava). De modo geral, o pato estava muito bom. O molho era ótimo, grosso e cheio de sabor. A “tarte tatin” estava sem sal. Eram fatias de batata cozida entremeadas com champignons frescos (que eu adoro), e cobertas por uma espécie de farofinha. A farofinha era muito boa, gostinho de manteiga, mas infelizmente esqueceram de colocar sal nas batatas. Coloquei na mesa, e resolveu. Misturei a batata com o molhinho do pato, e ficou excelente.

Namorido pediu o robalo com champignons e castanhas, acompanhado de dois purês - mandioquinha e cará (não achei o nome “oficial” do prato no site, lembro que também era imenso). Provei um pouquinho. O peixe carecia do mesmo problema da minha batata: o sal passou longe dali. Mas era um filé alto e bem branquinho, realmente muito gostoso. O molho de champignons e castanhas (na verdade, não era um molho, os dois passados na manteiga) acompanhou super bem, e os purês estavam bastante saborosos.

O cardápio de sobremesas é uma tentação. Mas não foi dessa vez. Comemos demais.

Este foi aprovado.

Fica na Rua Bela Cintra, 1709

Jardins - São Paulo - SP

3085.2071

www.acote.com.br

Quanto gastei - 63 reais por pessoa (couvert, prato principal e dividimos três cervejas)

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