Arquivo do mês: abril 2008

Bar da praia

No domingo o almoço foi em um lugar curioso, do qual eu já tinha ouvido falar diversas vezes e nunca tinha tido a oportunidade de conferir. Como estávamos por perto (uns 30 Km), fui lá conhecer.

O Bar da Praia é bem isso que o nome sugere: um bar de praia. Cheio de árvores, mesas rústicas forradas com toalhas coloridas, uma grande área ao ar livre, teto de sapé, reggae tocando, cardápio de frutos do mar… o único detalhe é que fica a pelo menos uns 200 Km da praia mais próxima!

Os pratos são imensos, para ser divididos tranquilamente por duas (e algumas vezes até três) pessoas.

Provei o camarão a paulista, por recomendação do partner, que já conhecia o lugar. São (vários) camarões médios fritos, com muito alho e muita salsinha. Acompanha arroz e pirão. Adoro camarão, adoro alho, então não tinha erro.

E não teve mesmo. Estava muito saboroso, bem temperado. Os camarões estavam no ponto certo (eu acho mais difícil acertar um prato simples destes do que esconder um ponto errado no meio de uma montanha de molho), e o pirão estava gostoso, embora com pouco sal. O arroz… é arroz, né gente?

 

Hipocampo

No final de semana, tive um casamento no interior de São Paulo, e eu precisava comer por lá…

Na sexta-feira, saí do trabalho e fui para Amparo, que é a cidade onde aconteceria o casamento. Cheguei faminta no hotel – e fui salva pela gentileza da tia da cozinha, que me deu uns risoles de presunto e queijo que estavam uma delícia.

Quando chegaram os amigos, fomos para o bar “mais badalado da cidade”, segundo nos foi informado.

O lugar é realmente diferente, pelo menos para seres urbanos como eu.

Fica no meio de uma hípica. É uma construção sem paredes, de alvenaria, ampla e, logicamente, super ventilada (sexta feira isso queria dizer congelante, pelo menos quando chegamos). Para chegar lá, você precisa pegar uma estradinha de terra, estacionar no meio da grama (já dentro da hípica e, pasmen urbanos, de graça) e andar um trechinho, maior ou menor dependendo do horário em que você chegar, por um caminho de terra, desviando dos restos deixados pelos cavalos (sim).

Tem uma música ao vivo, e o ambiente é super animado. Tanto que depois de alguns minutos o frio já tinha desaparecido.

Os grandes destaques do cardápio são o sashimi e o carpaccio de tilápia, mas estes itens não estão disponíveis todos os dias. Desnecessário dizer que no dia que fui eles não estavam disponíveis.

Fomos então de pizza marguerita. As opções de sabores eram inúmeras, mas decidimos não arriscar… e nos demos muito bem. Dividimos duas pizzas (que eram de tamanho menor que o normal) em sete pessoas, e foi mais que suficiente. A massa era fininha, e o recheio bem farto. Vinham rodelas de tomate, muito queijo e manjericão fresquinho. Delícia, mesmo.

Para acompanhar, fui de caipirinha de limão cravo, gengibre e hortelã. Bah. Deveria ter ficado na cerveja (é o que farei da próxima vez).

Nos divertimos bastante, demos bastante risada, dançamos – a bandinha dava para o gasto.

Se você estiver pela região, de fato é um bom programa.

Onde fica

Xi…. vamos lá: saindo do centro de Amparo em direção a Monte Alegre / Serra Negra, passa-se por uma ponte. Entre na primeira à direita (tem uma placa indicando DER) e siga pela estradinha, que começa asfaltada e depois vira estrada de terra.

www.hipocampo.com.br

Não encontrei telefone nem horário de funcionamento. Mas é só perguntar na cidade que o povo sabe.

Cuidado, eles não aceitam nenhum tipo de cartão.

Quanto gastei – eu e marido gastamos 35 reais: as duas entradas, uma pizza e uma caipirinha (ele bebeu o uísque do noivo…)

 

Deli Paris

Na quarta-feira, tive um compromisso na Vila Madalena, e cheguei bastante adiantada (para escapar do trânsito, às vezes a gente chega com horas de antecedência no lugar, né?). Nem liguei em ter que esperar a hora marcada: fui correndo para a Deli Paris.

O lugar é um charme. Não é pequeno, mas tem cara de. Piso de cimento queimado, mesinhas de madeira – algumas na calçada -, paredes coloridas, e aquelas vitrines de tentações doces e salgadas.

Eu não tinha almoçado e eram umas cinco da tarde, então pedi uma quiche de espinafre – é quiche como se deve. Massa fininha e salgadinha, e recheio de massa de ovos, bem pronunciada, com bastante queijo – aqui e ali se percebem uns pedacinhos. Muito espinafre em folhas rasgadas, grandes, saborosas. Delícia, eu acho que a quiche deles empata com a do La Tartine no posto de melhor quiche de São Paulo.

A título de sobremesa pedi um cappuccino (fui uma mocinha controlada, porque a vitrine de doces deles é das melhores). Delícia, também. Café forte, chocolate aparecendo de leve, e um tantão de espuma de leite, bem cremosa, cobrindo tudo.

Na saída, fiquei de olho comprido para a tarte Tatin – a melhor que já comi na vida, maçãs inteiras sobre uma massinha muito fina e delicada – mas resisti à tentação de levar uma para casa.

Recomendo com todas as minhas forças.   

Onde fica:

Rua Harmonia, 484

Vila Madalena – São Paulo – SP

Tel. 3816.5911

www.deliparis.com.br

ps. cuidado, porque antes eles só aceitavam dinheiro e cheque. Quarta-feira aceitaram visa electron, mas não sei como é em relação a outros cartões.

Quanto gastei – 12 reais.

 

Doces Momentos

No final da tarde deste mesmo dia que almocei em Cumbica, bateu aquela fominha.

Estava em Campo Grande – MS. Entrei em uma loja chamada Doces Momentos. Como o nome sugere, é uma doceria – café. Uma graça de lugar. Decoração super moderna, espelhos nas paredes, piso de madeira, cadeiras confortáveis. Uma vitrine de doces simplesmente tentadora.

Pedi uma esfiha e um cappuccino.

Quando chegaram, eu já estava toda animada. A esfiha tinha uma aparência ótima. Dei a primeira mordida, veio uma massa fofinha e saborosa. Dei a segunda mordida, chegou o recheio, com um delicioso sabor de… sal. Mas não era assim, sal. Era SAL. Anotou bem? S-A-L. Mais duas mordidas, e a boca até inchou, só sal, puro sal. Não deu para terminar.

Óquei, acontece, pensei. Virei para o cappuccino. Hohoho… a lei das compensações, neam? Era puro açúcar. Assim, AÇÚCAR. Doce, doce, doce. Insuportavelmente doce. Também larguei no segundo gole. Fiquei com aquele gosto de açúcar na boca, e entendi o nome da loja…rsrsrsrsrs…

É claro que passei reto pela vitrine de doces (já tinha ingerido todo o açúcar recomendado para um mês) e fui embora rapidinho.

Onde fica

Rua Abrão Julio Rahe, 795

Campo Grande – MS

Tel. 67. 3325.0038

www.docesmomentos.com.br

Quanto gastei – uns 5 reais.

 

 

Terra Azul

Quem frequenta o aeroporto de Cumbica sabe da dificuldade que é comer por lá. É tudo muito ruim e muito caro. Normalmente, resta o Mc Donald’s, que é ruim, mas pelo menos não esfola a gente. Mas eles são super atrapalhados e não teve uma vez na vida que eu não saí de lá com raiva por causa da demora. Tem a Baked Potato, também, que eu tenho a impressão que é um pouco mais cara lá do que nas lojas de shopping, mas é onde eu sempre acabo indo.

Essa semana eu tive que pegar um vôo na hora do almoço. Cheguei lá esfomeada, e vi que o vôo – surpresa – estava atrasado, portanto, daria tempo para comer algo.

Desci para o piso térreo, à procura da Baked Potato (eu sempre me perco naquele aeroporto dos infernos). Sem querer, acabei achando o restaurante Terra Azul – que fica completamente muqueado, em um cantinho MESMO.

Duas surpresas: encontrei comida de verdade, um buffet por quilo, e, mais espantoso, a um preço para lá de honesto.

É claro que fui correndo me servir. Eu prefiro, sempre, comida a um sanduíche na hora do almoço, no meio da semana.

É um quilo normal. Tem algumas opções de salada (dentre as quais tinha grão de bico, que eu simplesmente adoro), legumes e folhas variados, duas opções de carne, um frango assado, e os acompanhamentos: arroz, feijão, polenta frita, legumes com molho. Aquele esquema de quilo básico. Tem umas sobremesas, e também uma geladeira de sorvetes Nestlé e outra de Kibon.

Na verdade, não tem grandes atrativos, mas acaba sendo uma boa opção para comer comida em Cumbica e sem ser praticamente assaltado.

Onde fica:

Aeroporto de cumbica

Piso térreo do terminal 1, à esquerda da sala de desembarque doméstico. Fica no corredor de uma loja de conveniência chamada Aero (…).

Não achei o telefone nem horário de funcionamento.

Quanto gastei – o quilo custa 22,90 reais. Tem desconto para funcionários do aeroporto.

 

Durigutti – vinho

Ontem abrimos um Durigutti Malbec 2005. Argentino, como se pode imaginar.

Achei bem gostoso. Cheio de sabores de diversas coisas, e foi bem tanto sozinho, enquanto conversávamos um pouquinho (sem petiscos, sem nada, sozinho mesmo, e ainda assim, um vinho bem gostoso), como acompanhando um penne a putanesca (um molho forte, com anchovas e azeitonas).

Bem gostoso, mesmo.

 

Le Vin

Queria ir jantar no Carlota no domingo, em comemoração ao meu aniversário. Mas estava fechado (como uns 70% dos restaurantes de São Paulo, fiquei sabendo após exaustiva pesquisa).

Então, fui ao Le Vin Bistrô, dos Jardins.

O lugar é um charme. Pequeno, cheio de gente falando (e fumando, não se pode ter tudo), tem bem o clima de um bistro em Paris.

O cardápio, uma tentação. É daqueles lugares que a gente fica em dúvida entre uns oito pratos, sabe? E depois fica pegando provinha do prato do amigo…

Feitos os pedidos, abrimos um vinho e atacamos o couvert. Delícia. Pão fofinho e quentinho, reposto cada vez que esfriava, manteiga e patê de foie. Simples assim, e muito gostoso. Aliás, é bem esta a idéia do lugar: simples e gostoso.

Quando chegaram os pratos, todo mundo se arrependeu de ter comido tanto pão… rsrsrsrs… além de extremamente bons, eram enormes!

Eu pedi um polvo à provençal com salada e batatas fritas. O polvo estava absolutamente macio, eram tentáculos grossinhos, e o molho estava no ponto – bastante alho, mas sem o alho tomar conta de tudo. Salada de folhas variadas com aquele molhinho de ovo da salada niçoise, e batatas fritas beirando a perfeição (nada de batata pré frita congelada, era batata de verdade, palitos mais grossos e bem macia, com aquelacasquinha crocante). Muito bom.

Na mesma também foram pedidos:

– peixe do dia com molho de mostarda e batatas ao vapor – era um robalo alto e bem fresco, com um molho suave.

– risoto de camarão – eu provei e estava delícia.

– arroz de pato com azeitonas – também provei um pouquinho e estava bem saboroso, gosto marcante de pato, com bastante carne que estava bem macia. A dona do prato achou quer tinha excesso de bacon, no final. Ela pediria para tirarem um pouco do bacon na próxima vez.

Como era uma comemoração, ficamos lá até altas horas. Para passar o tempo, pedimos docinhos (o Le Vin patisserie, vizinho, faz mini-docinhos que são tudo nessavida). Tinha uma cardápio de sobremesas tentador (tinha um festival ou algo do gênero), com coisas do naipe “profiterole de macaron”, e lamentamos de novo termos comido tanto pão no couvert! Ficamos com a mini patisserie mesmo, e um café.

Uma delícia de lugar, agradável e com a comida muito boa. Se você for lá, resista à tentação e coma pouco pão no couvert.

Fica na alameda Tietê, 184

Jardins – São Paulo – SP

Tel. 3081.3924

http://www.levin.com.br/levin/

Quanto gastamos – couvert, pratos, duas garrafas de vinho, sobremesa, café e serviço – uns 115 reais por pessoa.