Capim Santo

Domingo de sol e calor. Frustração TOTAL porque não deu para ir para a praia. Fazer o que? Correr para o Capim Santo.

 

O lugar é um verdadeiro Oasis bem no meio dos Jardins – tem uma entradinha charmosa, decorada com bambuzinhos, um belo jardim na parte da frente, com mini riachinho e tudo (e obviamente milhares de crianças correndo alucinadas por entre as mesas; para quem não gosta, é bom saber). Tem um salão clarinho e sem maiores atrativos e no fundo, um grande quintal coberto com telhado transparente, super claro e arejado, com as mesas dispostas em mais um grande jardim. Delícia de ambiente. Vale a pena esperar um pouco mais e se recusar a sentar dentro do salão.

 

É claro que no domingo de sol TODOS os habitantes de São Paulo terão a idéia de ir almoçar lá. Então se prepare para a espera. E para a hostess nervosinha que irá te receber (esse é o único ponto de fato desagradável da casa, mas o contraponto é que, apesar de nervosinha, ela é justa e organizada, então ninguém vai passar na sua frente, ao menos de maneira ostensiva).

 

Durante a looooonga espera (mais interminável quanto maior for a sua fome), você pode fazer pratinhos e ir beliscando, uma vez que a casa funciona em sistema de bufe. A princípio ficamos somente na cervejinha…. mas depois de diversas cervejinhas e já bem tontinhos (estávamos a pé, antes que eu seja acusada de ser uma fora-da-lei), ficamos um tanto decepcionados com as opções do bufê que eram passiveis de ser petiscadas neste sistema: as convencionais nuts e o convencional parmesão. Fizemos um mini pratinho só para evitar a completa embriaguez e seguimos firmes e fortes, acomodados em um grande pufe no jardim (estava bem agradável até).

 

Quando finalmente sentamos (coisa de uma hora e pouco de espera), fomos nos servir. Optei por porções basicamente minúsculas, para poder provar mais coisas. Mas em bufê é um pouco inevitável comer demais….

As opções frias eram tudo de bom: saladas das mais variadas, diversas combinações diferentinhas, tomates recheados, um mix de cogumelos delicioso e uma panelinha de lulas no molho de ervas e tomate cereja altamente repetível.

 

Não achei os quentes tão bons (lembrando que estava um calor DAQUELES): vatapá de lagosta (era a melhor opção) com arroz integral, salmão com crosta de castanha de caju sobre espinafre (gostoso, mas meio básico demais) – isso na primeira leva. Na repetição, provei o filé com queijo de coalho (nada demais), o pernil (delícia, a melhor das carnes vermelhas) e a carne seca com abobora (muito boa). Nos acompanhamentos, os legumes assados no forno a lenha foram o grande destaque.

Tinham também umas massas simples, e frango e outras carnes, que eu não provei.

 

Nos salgados, em resumo, o bufê estava bom, mas não ótimo. Considerando o preço e as experiências anteriores no mesmo restaurante, eu esperava bem mais.

 

No domingo existe também um bufê de sobremesas. Ai. Mil vezes ai.

Eu me ative a basicamente três dos doces oferecidos, mas confesso que os consumi em quantidades, hum… industriais?

 

Foram eles:

– cocada – não é a cocada que você está pensando. É A cocada. Um doce de coco, na verdade, com grandes e suculentas e deliciosas lascas de coco fresco ligeiramente tostadas boiando em caramelo molinho. Doooooooce. E booooooom.

 

– brigadeiro mole – porque brigadeiro, né. É o melhor doce do mundo ever. Posso comer quantos profiteroles, macarons, marzipans e suflês e ganaches. O brigadeiro ganha, com facilidade (e o brigadeiro branco fica empatado em primeiro).

 

– brigadeiro de capim santo – gente. Gente. Gente. Eles sei lá como fazem um brigadeiro com capim santo (não sei se é com chá, com suco, com extrato). O resultado é um doce molinho e delicioso. Quase tão bom como brigadeiro convencional. Aliás, se você for lá, faça um meio-pote de brigadeiro convencional e meio-pote de brigadeiro de capim santo. Vai por mim, que eu sei o que estou falando… hehehe.

 

Resumo do almoço:

– ambiente – o mais agradável possível, considerando as limitações da megalópole. Certamente um dos restaurantes mais bonitos dentre os (poucos) ensolarados e arejados da cidade.

– espera – interminável nos finais de semana de sol. Se prepare. Os petiscos do bufê não ajudam em nada a amenizar, mas a cerveja (long neck) é geladíssima.

– mesa de pratos frios – muitas combinações inusitadas e gostosas.

– mesa de pratos quentes – convencional e bem executado. Ficou devendo, pelo menos na última visita.

– mesa de doces – se jogue.

 

Da próxima vez, é bem capaz de eu almoçar em outro lugar e passar lá para pedir só a sobremesa: a la carte eles fazem o mix de três brigadeiros (branco, preto e capim santo, servidos em colheres de cerâmica super charmosas).

 

Quanto gastamos – devido o número de cervejotas geladíssimas ingeridos na espera… esqueci. Mas o bufe custa 51 reais por pessoa no domingo.

onde fica – Al Ministro da Rocha Azevedo, 471 – Jardins – SP

http://www.capimsanto.com.br/portugues.html

 

 

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